QUEM SOMOS

A história da Fábrica de Alternativas começa em 4 de maio de 2013, quando um grupo de cidadãos de Algés se reuniu no Jardim do Parque Anjos para a primeira sessão da Assembleia Popular de Algés.

Desiludidos com a política tradicional e a sociedade capitalista e consumista, esses cidadãos decidiram buscar alternativas locais fundamentadas na democracia direta e na participação ativa na vida comunitária. Nessa primeira Assembleia, ficou decidido que os encontros aconteceriam semanalmente, aos sábados pela manhã.

Com a chegada do frio e da chuva, tornou-se evidente a necessidade de um espaço coberto para continuar nosso trabalho. A busca por esse local levou-nos a uma antiga fábrica desativada no alto de Algés. Após contato com um familiar do proprietário, firmamos um acordo para utilizar o espaço, o que exigiu a criação formal de uma associação, batizada de Fábrica de Alternativas.

Entre outubro e dezembro, dedicamo-nos intensamente a limpar a fábrica no Largo Vila Madalena, que estava repleta de tecidos, linhas, máquinas e muito lixo. Como o proprietário estava distante e só conseguimos contato por meio de familiares, o contrato de arrendamento nunca foi formalizado, mantendo nossa permanência no local em situação precária.

Mesmo cumprindo todas as obrigações financeiras acordadas, após um ano e meio fomos obrigados a deixar o espaço. Foram tempos difíceis, sem saber onde guardar o que acumulamos e sem outro local para funcionar. Durante seis meses, a chuva deteriorava nossos livros, móveis e materiais guardados sob plásticos num quintal. Começamos então uma busca intensa por uma nova sede. Apesar dos elogios da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal pelo nosso trabalho, não obtivemos ajuda para encontrar um espaço. Em dezembro de 2015, finalmente conseguimos um local menor e com localização menos favorável, mas financeiramente viável, onde permanecemos até abril de 2019.

Mesmo com as limitações do espaço, muita gente passou pela Fábrica de Alternativas: alguns permanecendo ativos desde o início, outros seguindo novos caminhos, sempre substituídos por novos participantes que se juntavam ao projeto. Após todos esses anos, mantendo vivos os princípios que nos motivaram, contamos com mais de oitocentos associados e realizamos dezenas de atividades todos os meses.

No início de 2019, diante da insuficiência do espaço, realizávamos as Danças Tradicionais Europeias em um largo de Algés quando o presidente da Câmara Municipal passou pelo local. Reconhecendo a importância do nosso trabalho, cedeu-nos uma sala na antiga Escola Sofia de Carvalho, no alto de Algés. Assim, a Fábrica de Alternativas mudou-se para um espaço maior e com melhores condições. Foi preciso muito trabalho em reformas, pinturas e limpeza. Tivemos que repensar as atividades, abandonando algumas por falta de condições, mas outras ganharam força e dinamismo.

Continuamos firmes na defesa da participação cidadã, da democracia direta, da troca de saberes, da solidariedade e do apoio a quem mais precisa.

O caminho nunca foi fácil, mas é superando dificuldades que fortalecemos nosso coletivo.

Aqui, todos são importantes, com os mesmos direitos e deveres.

Aqui todos contam — e por isso contamos contigo, contamos com todos.